terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O egoísmo do altruísta!

De todas as qualidades que uma pessoa pode ter e, por consequência pode listar, porque só as que fazem bem ao ego e à consciência tranquila vêm em mente?

Ao refletir sobre o que se pode definir como qualidade, podemos pensar apenas nas coisas que poderão satisfazer aos outros, mas não apenas à nós mesmo... afinal, qualidade só é qualidade quando reconhecida e esse reconhecimento só pode vir de terceiros, alheios aos nossos pensamentos individuais.

Às vezes penso, porque ser altruísta? porque ser empático? Para fazer bem ao próximo e para se sensibilizar pelos outros? Não, não somente! Ao pensar e exercer tais qualidades tenho, ou temos, a ocultação de um sentimento que foi banalizado para o perjorativo, mas nem sempre deve ser interpretado de tal forma, neste caso, enxergamos o egoísmo. Não egoísmo para o bem próprio, para se dar bem sobre os outros ou tomar seus bens tangíveis, enxergamos o egoísmo em sua essência abstrata, apenas em tomarmos dos outros algo muito precioso e difícil de extrair.. tomamos sua gratidão e a gratidão de alguém, alimenta mais o ego que qualquer outro sentimento que se possa receber em sua forma pura e sincera.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

FASES FOREST GUMP

FASES FOREST GUMP

No banco da praça à frente do ponto de ônibus, passo certo tempo da vida dividindo histórias com pessoas desconhecidas. Espero o ônibus certo para seguir meu caminho para o futuro e de uma parte de mim que deixei há tempos para trás. Mas por enquanto me permito dividir experiências com quem está disperso e suceptível a passar certo tempo com alguém que pensa em atitudes para o futuro refletindo sobre o passado.

Como a personagem de Hanks, todos nos imaginamos fazendo coisas que influenciariam outras pessoas, ou o futuro de várias pessoas. Fazer parte do futuro de vários de uma forma ativa e direta quando se lembram de nossos feitos. O interessante é que em cada história Forest faz participa “virtualmente e poeticamente” de eventos que criaram algo que todos nós conhecemos, mas que foram feitas de forma natural e totalmente inconsciente e sem vaidade. Forest é uma pessoa que não tem ciência total das coisas que faz e de como suas ações cruzam com as vidas das outras pessoas, ele somente as faz por ter vontade de fazê-las. O interessante sobre essa personagem não é exatamente as coisas que são feitas, ou pelo menos, que diz fazer, mas sim como são feitas.

Vemos que sempre faz as coisas de acordo com o fluxo e pelas influências externas das pessoas ao seu redor, o que o mandam fazer, ele simplesmente faz. O que dizem pra dizer, ele simplesmente diz e assim, mesmo coagido pelos outros, acaba desempenhando atividades interessantes, mesmo que não tenham sido criadas, pensadas por ele. Ele apenas as executa. Todos temos fases onde seguimos o fluxo e de forma inconsciente decidimos por caminhos que não foram procurados por nós e sim foram apontados por outros. A ideia não é pensar como se isto estivesse errado, por mais subalterno/submisso que pareça, e sim criar uma trilha própria dentro do caminho que nos foi criado. Somos seres endêmicos de nossas respectivas sociedades e aprendemos a fazer escolhas dentro da realidade que temos em cada momento de nossas vidas.

Assim, como muitos, podemos ter nossas escolhas dentro de um limitado número de propostas que nos são apresentadas, basta apenas buscar as que condizem mais com o que queremos ser. Apenas as pessoas que pensam além dessa realidade que são enquadradas como especiais, ou diferenciadas, têem a grande ciência de ser alguém que está além da maioria, não apenas por tomar caminhos diferentes do que já é conhecido, mas de enxergar além do que a maioria vê e escolher os caminhos certos dentro do desconhecido. Será que conseguimos nos arriscar? Na teoria não é difícil.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Texto desenvolvido para a apresentação do projeto Blues-Tafari

PROJETO BLUES-TAFARI - http://www.flickr.com/photos/blues-tafari

O projeto Blues-Tafari busca integrar pessoas ligadas a todas as formas de expressão de arte em prol da preservação, conscientização, ação e propagação de boas ideias para buscarmos, ao máximo, uma harmonia plena entre as pessoas e nosso meio ambiente.

Na busca por seus objetivos, o Homem sempre busca seus sonhos como se estes fossem o pote de ouro no final do arco-íris. Esta é apenas uma forma poética de se pensar e que está totalmente correta, afinal uma pessoa sem sonhos e objetivos acaba sendo apenas um objeto animado dentro de uma sociedade, de uma massa. Mas a discução proposta neste espaço não é o sonho de cada um, não são os objetivos e fins que conquistamos ao longo da vida, e sim os meios pelos quais seguimos para alcançá-los.

O Projeto Blues-Tafari foi criado para abrir espaço para a manifestação de ideias para que possamos trilhar nosso caminho de uma forma mais consciente e harmoniosa com as pessoas e o mundo a nossa volta. Não está em discussão a ética ou as ações de cada um, mas sim as propostas que podemos desenvolver para que nossas vontades não ultrapassem a liberdade dos outros seres viventes de nosso planeta.

Vamos expor nossas ideias sobre o mundo e buscar alternativas para que nossa passagem pela terra seja resumida como células saudáveis de um organismo maior e não como uma epidemia viral parasitiva e destruidora que se apodera de tudo o que quer para sua sustentação e desejos, e que não pensa no que estamos deixando para nossos herdeiros e companheiros de jornada.

Manifeste-se como quiser! Não pretendemos criar conceitos finais sobre a melhor forma de ser você e sim, trazer e compartilhar ideias boas para boas reflexões sobre nossas vidas e ações!

Como visto num comercial de tv do canal futura: “Não as respostas que movem o mundo e sim as perguntas”.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ensaio Sobre a Ética - Projeto Blues-Tafari

Obs. texto criado para o blog e projeto social/virtual Blues-Tafari. Acesse para conferir nossas ideias sobre meio ambiente e discussões sociais. http://www.flickr.com/photos/blues-tafari

- Cristian Martins - Musico/Jornalista

Estudante de jornalismo interessado no comportamento humano, tanto nas ideias positivas quanto nas negativas das pessoas em nossa sociedade.

Iniciei o curso de comunicação social – jornalismo, através do interesse pelo estudo dos fenômenos sociais e o comportamento das pessoas diante das adversidades cotidianas, quando postas em conflito com sua própria ética.

Em estudo direto de filosofia, tive a oportunidade ver com outros olhos algumas manifestações conotativas sobre as pessoas e seu comportamento.

Umas das bases desse estudo foi o filme Ensaio Sobre a Cegueira (baseado na obra homônima de José Saramago), que traz um pensamento que é comum aos meus conceitos de humanização em conflitos com a ética pessoal, e que dá uma ideia do que há de oculto nos pensamentos das pessoas.


Para parecermos pessoas melhores e distintas, nos privamos de instintos e vontades para que não possamos ultrapassar a liberdade alheia e causar conflitos com outras pessoas. Sendo assim, chamamos de racionalidade o fato de não matarmos, como os animais, quem invadiu nossa liberdade e/ou consideramos errado roubar, mesmo que seja numa situação de dificuldade de uma pessoa que não teve oportunidades que nós tivemos. Este é o tipo de pensamento que usamos para nos definir como racionais, e que é quebrada por uma parcela de excluídos que chamamos de marginais.

No ensaio de Saramago, este tipo de abordagem é feita a partir da idéia de que todos somos marginais, animais e que o que nos diferencia é justamente tal pudor aos olhos do coletivo, mas que é simplesmente quebrado a partir do momento que os olhos dos outros, literalmente, não estão mais voltados para nós, ou seja, é o que faríamos quando ninguém estivesse nos olhando. Esse tipo de ideia traz o verdadeiro “eu” das pessoas. e que, às vezes, é trazido à tona sutilmente ao tentarmos nos dar bem as custas de outros.
Como conclusão, podemos entender que não se pode exigir empatia de todos ao nosso redor, mas se pode plantar um pouco de consciência nas ideias de todos, partindo do simples principio... Será que o que faço às pessoas, seria legal se se voltasse contra mim?


Entenda e aceite sua essência, mas pense sempre no impacto que suas ações e vontades individuais causarão à liberdade dos outros.

Início de tudo.

Dizem que para trabalhar com comunicação você tem que ter um blog, expressar suas ideias, tornar disponível ao mundo todas aquelas ideias que você discute com seus amigos na mesa de bar, no estádio de futebol, durante um fim de semana no sítio.
Pois bem, seguindo alguns bons exemplos a partir da ideia de expressar minhas convicções para o máximo de pessoas que as possam ler e da criação de um portfólio para atingir minhas pretenções de iniciar na área de comunicação - jornalismo, crio hoje o blog do Indiano Jonas!

obs. na verdade queria ser o Indiana Jonas, mas infelizmente alguém teve essa ideia primeiro.

Então, boa sorte para todos a para mim também!